Testemunho

Olá Luiz!
Meu nome é Ana. Hoje após um dia exaustivo, vivendo situações familiares delicadas e outras situações domésticas que me tirou a paz, liguei a TV e sintonizei a Canção Nova. Lá estava você partilhando o acontecido com a Comunidade e ficaste relatando a conquista do terreno, de como Nossa Senhora lhes indicou e como tudo ocorreu até conseguirem comprar o terreno depois de quatro anos, muito suor do rosto e ainda a real providência de Jesus. O incêndio, o encontro profético com Mons. Jonas Abib...Tudo isso me remeteu uma enorme reflexão da minha vida.

Após a reprise do PHN, foi também reapresentada uma palestra do Mons. Jonas Abib intitulada "UMA CARROÇA DE ABÓBORA E UMA SACA DE AÇÚCAR" de 20/12/2007, nela o Monsenhor fala dos inícios da Canção Nova, ilustrada com a rica história da família Abib. Lembrei-me de você, da situação delicada em que está a Comunidade Recado após incêndio, e joguei tudo isso para minha vida particular. Porque eu também fui vítima de um incêndio, já te explico: minha vida pessoal foi totalmente incendiada, casei muito com 14 anos, fiquei viúva também muito cedo e me restaram meus filhos, o segundo, nasceu prematuro, tive depressão pós parto, síndrome de pânico, perdi meu cabelo devido a depressão, hoje já faz 15 anos após tudo isso, tenho caminhada na minha paróquia, mas sou ainda hoje muito cobrada por minha família por este casamento prematuro ou talvez precipitado. Então, não consigo superar totalmente e por conta do cabelo (tive que passar máquina zero!!!...) desempreguei...voltei para casa dos meus pais com uma mão na frente e outra atrás, como Jó, perdi tudo, até a auto-estima, mas não o amor de Deus. Ele me move a sorrir mesmo em meio as dores.

Prestando muita atenção em seu relato e na pregação de Mons. Jonas, conclui que tanto você, como fundador de uma obra de Deus, como eu indigna serva de Deus, precisamos fazer desta carrocinha de abóbora e este quilo de açúcar, o melhor doce de abóboras da face da terra...milagres apalpamos se confiarmos. Jesus disse a Santa Faustina que o vaso que deveríamos ter era o da CONFIANÇA( D.1578 ) Confiemos, pois!

Quero agradecer pelo impulso que você me deu, olhei o avesso de tua história e descortinei minha solução. Não posso parar, preciso levantar e ter a certeza que "tudo é possível ao que crê!". Para a graça acontecer eu preciso reagir e assim quero me tornar benfeitora de sua obra, com minha gotinha porque estou decidindo pela fé, porém é sincera, de coração e quero ser fiel mesmo com o meu pouco. Estou desempregada por tudo já supracitado, porém vou ser ousada.

Muito obrigada por você dilatar meu coração e ser Jesus para mim em meu momento de cegueira. Unida na oração com todos vocês!


Ana Lima
São Luís/Ma